quarta-feira, 1 de abril de 2015
Aos amigos
Sempre fui de poucas amizades, mas sempre tive bons amigos. Amigos esses que nunca se esconderam quando me viram na pior. Que sempre me ajudaram a dividir os pesos que a vida, por algumas vezes me deu. Amigos que não aparecem na minha porta só quando tem festa. Amigos que choram e riem junto na mesma intensidade. Que ajudaram a tirar a pedra do sapato e quando não consegui tirá-la, andaram descalço comigo.
Tive uns que me dói o peito só de lembrar que não estão mais tão perto, e que falta me fazem. Tenho outros, que por mais que o tempo e a opção por caminhos diferentes, tenha nos afastado, sigo com eles no coração e sem dúvida, com o mesmo amor. Tem aqueles que a gente sempre quer falar, puxar aquela conversa, mas você deixa pra amanhã e depois de amanhã você esquece e nos perdemos de vista. Tenho os de anos, que parece que nascemos juntos e que independente de qualquer coisa, estão aqui. Tem aqueles que são recentes, mas parece que a conexão é de anos.
Entre tantos outros tipos que tive e ainda tenho, entre tantos nomes que poderia citar aqui, deixo à vocês o exercício de pensar nos seus verdadeiros companheiros de estrada. Trazer pra perto quem está ausente, lembrar com amor quem a vida nos tirou. Reconciliar-se com quem vale a pena ter ao lado. Descobrir um novo amigo naquela pessoa que está sempre ali.
Ao escrever isso, me veio a memória os amigos que já tive e os que tenho... E nossa, que saudade de vocês!
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