quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Queira alguém que te dê #openbardeTUDO



Queira alguém que chegue e tenha vontade de ficar. Alguém que não fique por obrigação,
interesse ou conveniência. Que fique por puro e simples desejo de estar junto. Sem obrigações e sem precisar que você comprove ou convença-o o tempo inteiro de que você
vale a pena.

Queira alguém que faça a diferença e não alguém que perde tempo medindo suas palavras e atitudes a fim de mensurar o nível de vulnerabilidade e entrega que ele está diante de você. Ninguém precisa de alguém que queira competir quem está mais e quem está menos disposto a manter uma relação.

Quer saber? Na real, você precisa de alguém que não tenha medo, que deixe acontecer e mais do que isso, alguém que banca o que sente! 

Queira alguém que te encoraje, que te pegue pela mão e ajude a atravessar os dias difíceis. Alguém que soma, que dê colo e espaço em meio a rotina.

Queira alguém que não dê desculpas, que não crie barreiras para coisas que deveriam ser simples. Queira alguém que saiba o que quer e queira agora. Não perca tempo com quem não tem tempo pra você. 

Queira alguém que te dê segurança, que dê mais certezas do que dúvidas, porque a vida já é incerta demais e ninguém merece conviver com o medo de ser trocado ou não ser bom o suficiente pro outro.

Queira uma pessoa que te faça rir, que te mostre que a vida pode ser leve e que seja teu refúgio nos momentos mais duros.

Queira alguém que te faça transbordar, sair do eixo, que te faça sentir especial. Alguém que faça planos, compartilhe sonhos e que te inclua nesse universo particular. 

Mais do que isso, se esse alguém não puder te oferecer um #openbardeTUDO, é melhor dar meia volta e seguir em frente. Porque simplesmente não tem como mergulhar fundo em pessoas rasas. 

domingo, 17 de setembro de 2017

Da série: aprenda a seguir o baile


As decepções me ensinaram a racionalizar alguns sentimentos e criar uma barreira de proteção em torno de mim mesma. É como se eu vivesse com um escudo anti-sentimentalismo que me impede de me abrir espontaneamente. 

Sair da zona de conforto tornou-se uma tarefa muito cansativa. Não me sinto mais disposta a sentir aqueles nós na garganta ou o coração apertar, que são sintomas típicos de relacionamentos inseguros, os efeitos colaterais do apego. 

Na hora que surge a possibilidade, bate medo de errar, de cair, machucar, de me entregar à toa, de quebrar a cara mais uma vez, outra vez. E esse é o preço que se paga quando se sente demais por quem se interessa pouco ou quase nada. 

Com o tempo me fortaleci para todos os tipos de obstáculos que vida possa me impor, mas em contrapartida me tornei uma "frouxa" pro amor

No sentido figurado da coisa, funciona assim: eu tenho medo de altura, mas não exatamente da distância entre o penhasco e o chão, e sim da possível queda e do impacto que ela vai me causar. Compreensível agora? 

Durante esse tempo e daqui de trás da minha barreira, até enxerguei algumas possibilidades e possíveis pessoas que poderiam ter valido a pena insistir. Mas no fim das contas eu crio mais motivos para o "não" do que para o "sim"

Com o tempo acabei me tornando uma pessoa muito prática, partindo sempre dessa premissa: se der certo, ótimo! Se não, pago até seu Uber pra você ir embora da minha vida. O jogo continua, segue o baile. 

Não vou mentir, às vezes caio em contradição e me pego pensando: e se der certo? 

E sigo, dia após dia compreendendo que não tem como calcular tudo na vida. Sempre vai haver uma margem de erro e talvez a solução seja mesmo pagar pra ver, ter coragem e sair dessas relações mediocremente superficiais. 

Talvez valha a pena quebrar a barreira, sair da bolha, abrir a porta, encarar o medo. Porque afinal, somos feitos de instantes e de nada vale estar vivo se não for com toda a plenitude de ser e sentir. E segue o baile!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Aos 23



Mais um ciclo. E depois de tantos momentos - alguns maravilhosos e outros nem tanto - cá estou! Nasce uma nova versão, mais aprimorada e cada vez mais consciente de tudo o que tenho vivido.

Algumas coisas nunca vão mudar em mim - independente dos anos e da maturidade - a minha vontade de lutar para ser melhor por mim e pelo próximo, é uma delas. A outra é a minha certeza de que tudo precisa ser feito com amor e assim tem sido.

Agora, com 23 não vou dizer que tudo está diferente, mas a visão com o passar do tempo tem sido cada vez mais ampla sobre todos os aspectos da vida. Eu tenho sido cada vez mais eu e sei que estou cada vez mais perto do ser humano que quero ser.

Descobri coisas maravilhosas a meu respeito e também sobre o mundo. Novos caminhos, sensações, palavras, pessoas, lugares, sabores... e dissabores também. Tomei nota e consciência sobre isso.

Percebi que sou de dentro pra fora, que tudo que é superficial não me toca. E que os contidos me perdoem, mas eu não sei medir minha intensidade. Sigo exagerada nas emoções, no riso, nos gestos, no jeito, na loucura e na energia.

No mais, o que ficar marcado todo dia 9 de dezembro são os presentes que recebo. E não é nada material que tornam esses presentes especiais, porque eles chegam em forma de energia positiva, abraços apertados, mensagens e ligações carregadas de desejos sinceros. Ou seja, o meu maior presente é o amor que invade meu dia de uma maneira tão gostosa e espontânea.

Tudo isso me faz sentir especial e eu entendo que esses gestos são como uma resposta de Deus e do universo para mim. GRATIDÃO, define!

   

sábado, 15 de outubro de 2016

Quando um amor acaba




Quando um amor acaba quase ninguém sabe como lidar. A história pode ser outra mas a reação é quase sempre a mesma. Você passa a ignorar ligações, evitar reencontros e lugares que por ventura o outro possa estar. Você se desfaz das escolhas que fizeram juntos e passa a detestar qualquer coisa que traga lembranças daquela pessoa. Nessa hora você só pensa em recolher as fotos, cortar os laços e se desfazer de qualquer vestígio que te faça lembrar. Você irracionalmente embrulha tudo e guarda na última gaveta do armário da vida.

Quando um amor vai embora, é natural passar por um processo de pós término bem doloroso, pensando em tudo que poeria ter sido e não foi. Nas viagens que vocês não fizeram, nos livros que não compartilharam, na trilha sonora que já não pertence mais ao casal. Você começa a olhar a sua vida e pensa até que muitas coisas já não farão mais sentido sem o outro. Bate até uma certa frustração ao perceber que os planos que fizeram juntos vão ficar pra trás. São dias dolorosos, noites em claro, algumas lágrimas e uma ferida invisível que arde.
Com o tempo e como qualquer machucado, ele cicatriza. A dor acaba e quando você menos espera a vida dá um jeitinho de te surpreender e mostrar que o que te fez esquecer não foi o ritual de não atender ligações, não mandar mensagens na madrugada e evitar reencontros casuais. Na verdade, renegar uma história que aconteceu na sua vida não vai te fazer melhor, assim como se esconder e se abster também não. Depois de algum tempo você entende que não existe uma fórmula mágica para esquecer, mas existem maneiras de lidar com isso e voltar a viver bem outra vez. Você percebe que só esqueceu quando na verdade esqueceu que precisava esquecer. Ficou confuso? Mas posso te explicar: a vida te ajuda a amadurecer e te faz enxergar que o amor - apesar de ser importantíssimo - não vence tudo e tudo bem se você teve que colocar um ponto final. E tudo bem se faltou amor e sobrou apego ou vice-versa. Porque finalmente você compreende que a vida tem mesmo dessas coisas e que tudo é aprendizado, é escolha e passa.
Nesse momento você verá o mundo se abrindo, cheio de novas possibilidades de ser feliz outra vez. Descobrirá também a importância de cada diazinho ruim e através disso você passa a valorizar cada pequeno acontecimento - independente de ser bom ou ruim - tudo isso porque você finalmente amadurece e o amadurecimento te faz aceitar que nem tudo pode ser do jeito que a gente quer sempre. E não porque a vida é ruim ou difícil, mas nem sempre você está preparado para lidar com a carga emocional que um determinado momento ou relacionamento exigiria de você. E tudo bem. Por fim você entende, de uma vez por todas, que por maior que seja a dor de perder um amor, isso passa. E você sente como se tivesse acordado de um pesadelo, mas que a vida não acabou por isso. Pelo contrário, ela continua e agora, mais do que nunca você está pronto para viver novos dias, fazer outros planos e sonhar outros sonhos. E sim, é simples assim.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Pensando Alto #4

Somos minúsculos pedaços de acontecimentos que se repetem continuamente na vida. Somos memórias. Somos esse filme velho que vemos passar todos os dias pelas ruas, calçadas, ônibus, casas. Somos pequenas partículas ambulantes procurando um destino. Somos instantes que se somam. Nascemos do moer e remoer dos momentos. E nascemos, assim, cada vez menores, cada vez mais insignificantes, cada vez mais moídos de nós mesmos, como a areia que virou pó quando antes era pedra, mas não menos necessária. É preciso buscar o que se busca e andar desse nosso jeito desalinhado para ser o que se é. Somos o mundo dando voltas, o coração batendo em cada quarto vazio, o olho chorando as tão cansadas e repetidas memórias, o passo que dança o que sente. Somos os instantes que construímos com os outros grãos que se encontram na vida.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Aos 22

A cada dia consigo chegar mais perto do ser humano que quero ser, tenho tido mais facilidade em lidar com as minhas descobertas, com os meus problemas, porque hoje consigo estar cara a cara com o meu eu, sem me ludibriar, sem esconder de mim as minhas próprias falhas. Consigo ter uma compreensão maior dos motivos que me fazem ficar, que me fazem ser o que sou e estar onde estou, motivos esses que vão muito além de um momento. 
E com tudo isso, venho descobrindo novos significados sobre o existir, resgatando sonhos, botando pra frente o que planejo. Sem escoras, sem desculpas, sem amarras. Tenho me libertado dia após dia.
Estou me dando a liberdade de fazer minhas escolhas, de me guiar pelas minhas reflexões e de deixar o caminho aberto e jogar limpo sempre! Porque não há nada que explique exatamente o existir, mas tem muitas coisas que valem a existência e a oportunidade de estar em paz de espírito, de bem com o mundo e expressando essa gratidão por estar viva!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Tragédias Cotidianas

Eu não sou especialista em terrorismo, acidentes ambientais ou retaliações. Eu não quero e nem vou falar de política, de religião, da Bíblia ou do Alcorão. Nos últimos dias eu vi especialistas demais e compaixão de menos. Eu vi muita opinião e poucas mãos na massa. Tem gente se perguntando o porquê de tanta ganância, de tanta violência, de tanta tragédia, porque as tragédias não aconteceram só em Mariana e em Paris, se você sair na rua e andar um pouco, você vai ver que tem tragédia todos os dias.
Pra mim é uma tragédia ver um ser humano igualzinho a mim e a você, dormir na sarjeta, é uma tragédia ver crianças, iguais aos seus filhos sendo abandonadas todos os dias, ver um homem ou uma mulher, igual aos seus pais expostos na rua a qualquer tipo de violência, marginalizados e olhados com total desprezo. Você passa todos os dias pela tragédia e só você não quer ver, não quer entender, não quer se comover.
Sinceramente, não me espanta ver que uns e outros não se comoveram com nenhuma das duas situações, porque o que falta não é a mídia pra te dizer o que acontece no mundo o dia inteiro e todos os dias, o que falta é você abrir o seu coração para sentir como o outro, o que falta é um espelho pra você enxergar que você é igual a todo mundo, independente da sua cor, da sua crença, do país que você nasceu e da língua que você fala... Falta amor, sobra ignorância!
Ignorância essa que eu tenho visto de forma exacerbada nos comentários, nos posts, nas ruas, no olhar das pessoas. Todo mundo está mais preocupado com a imagem que vai passar aqui, todo mundo está preocupado com bens materiais, com lucros, com dinheiro.
Poucos estão preocupados em enxergar o outro como ser humano, em disseminar o bem e o amor ao próximo, poucos estão incomodados com a população que está sem água e com as famílias que perderam entes queridos. Não estão preocupados com o fanatismo, que mata, que fere, que dilacera famílias inteiras e inocentes que nem entendem o que é religião. Ninguém está interessado em saber as consequências de um acidente ambiental a longo prazo, não estão entendendo que dinheiro algum vai recuperar o que se perdeu e quem perdeu foi o rio, os animais e as pessoas que morreram. Não procuram saber que tem gente sendo bombardeada todos os dias em lugares que você nem imagina, por motivos absurdos.
Uma tragédia não anula a outra, existe dor e sofrimento estampado no nosso cotidiano, vai muito além daquilo que você vê no jornal. Então vamos guardar a prepotência, largar a mesquinharia e parar com essa "competição" ridícula entre tragédias... Propague o AMOR!