segunda-feira, 25 de maio de 2015

Não sinto falta de não sentir...

Não sinto falta de não sentir nada. Não sinto falta das noitadas, de toda aquela diversão, nem mesmo de acordar no dia seguinte com ressaca e a cama vazia. Não sinto falta das alegrias que tive, não foram completas porque não tinha com quem compartilhar. Não sinto falta do peito vazio, ou da mente sem lembranças de ninguém. Não sinto falta de tudo isso, porque tudo foi reduzido a nada quando você me tomou o peito. Aham, você tomou, o coração, o corpo, a cabeça. Eu não concedi, mas me deixei levar por todo o carinho e por esse seu jeito de conduzir as coisas.
Te olhando aqui, de pertinho, dentro dos seus braços, encostada no seu peito, penso: O que mais a vida poderia me dar? Muitas coisas, porém não acredito que me daria alguém melhor que você, não me daria outro amor tão amigo, tão cúmplice e tão real quanto esse. E hoje, meu desejo é o mesmo de todos os dias: "Pra nós todo o amor do mundo!".

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Wild


Acabo de assistir ao filme "Wild", que foi baseado no livro Livre - A jornada de uma mulher em busca do recomeço de Cheryl Strayed. O filme foi estrelado pela lindíssima Reese Witherspoon, e retrata a história de superação não só do cansaço físico, frio e calor extremo e da falta de comida e água, mas de como lidou com o desapego de coisas básicas com as quais todos nós estamos acostumados.
A história começa quando Cheryl perde a mãe repentinamente para o câncer, e consequentemente sua vida entra em um efeito dominó, a família se distancia e além disso o casamento desmorona. Ela se vê perdida diante de tantos acontecimentos. No fundo do poço, ela inconsequentemente se entrega as drogas, ao sexo e uma vida completamente devassada.

Aos 26 anos, depois de ter sofrido essa avalanche e por não ver mais nenhum sentido em nada do que estava vivendo, Cheryl decide colocar o pé na estrada e enfrentar a trilha Pacific Crest, sem experiência alguma nisto, ela encarou cerca de 4 meses de caminhada, um total de 1.700 quilômetros, sem nada a perder.
Pelo contrário, em todos os momentos, sem saber Cheryl estava a caminho da libertação não só dos problemas, mas da libertação de uma vida de sofrimento, de erros e de fantasmas do passado que a mantinham presa. Cheryl me tocou do início ao fim. Não pelas cenas de dor ou de extremo cansaço físico e mental. Mas por sua maneira tão forte de encarar a caminhada, mesmo quando não havia mais possibilidades de seguir, ela achou em meio aos escombros de seu ser, uma forma de superar as dificuldades. E dia após dia, a cada momento, sem que percebesse, Cheryl estava passando por um processo de transformação pessoal, através de sua entrega e da aceitação diante de sua condição. Através de tudo isso e com tudo isso, Cheryl conseguiu enxergar que aquele caminho foi o melhor caminho para que conseguisse tocar sua vida em frente e esquecer tudo que a angustiava ou que um dia fez da vida dela algo devastador, porque no final da trilha conseguiu finalmente encontrar consigo mesma e descobrir o que havia de melhor em seu interior.