Somos minúsculos pedaços de acontecimentos que se repetem continuamente na vida. Somos memórias. Somos esse filme velho que vemos passar todos os dias pelas ruas, calçadas, ônibus, casas. Somos pequenas partículas ambulantes procurando um destino. Somos instantes que se somam. Nascemos do moer e remoer dos momentos. E nascemos, assim, cada vez menores, cada vez mais insignificantes, cada vez mais moídos de nós mesmos, como a areia que virou pó quando antes era pedra, mas não menos necessária. É preciso buscar o que se busca e andar desse nosso jeito desalinhado para ser o que se é. Somos o mundo dando voltas, o coração batendo em cada quarto vazio, o olho chorando as tão cansadas e repetidas memórias, o passo que dança o que sente. Somos os instantes que construímos com os outros grãos que se encontram na vida.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Aos 22
A cada dia consigo chegar mais perto do ser humano que quero ser, tenho tido mais facilidade em lidar com as minhas descobertas, com os meus problemas, porque hoje consigo estar cara a cara com o meu eu, sem me ludibriar, sem esconder de mim as minhas próprias falhas. Consigo ter uma compreensão maior dos motivos que me fazem ficar, que me fazem ser o que sou e estar onde estou, motivos esses que vão muito além de um momento.
E com tudo isso, venho descobrindo novos significados sobre o existir, resgatando sonhos, botando pra frente o que planejo. Sem escoras, sem desculpas, sem amarras. Tenho me libertado dia após dia.
Estou me dando a liberdade de fazer minhas escolhas, de me guiar pelas minhas reflexões e de deixar o caminho aberto e jogar limpo sempre! Porque não há nada que explique exatamente o existir, mas tem muitas coisas que valem a existência e a oportunidade de estar em paz de espírito, de bem com o mundo e expressando essa gratidão por estar viva!
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