quarta-feira, 29 de abril de 2015

A vida é como andar de bicicleta




Certo dia fui andar de bicicleta com uma amiga na Lagoa. Durante o passeio, em um momento de descuido levei um tombo. Não me machuquei, mas tomei um susto. Um desconhecido, junto com minha amiga me ajudaram a levantar, a bater a poeira, e ela especialmente me ajudou a consertar a bicicleta e seguir a trilha. Pra você que lê, pode parecer uma história irrelevante, e eu até concordaria com você, não fosse o aprendizado que tirei deste dia. 

E vou lhe explicar: Viver é mesmo como andar de bicicleta e equilíbrio foi o que me faltou naquele momento, e as vezes me falta para saber lidar com certas situações que a vida impõem. Nunca se sabe em que curva você vai bambear e cair, em que momento você vai se machucar, nunca se sabe, porque os acasos  permeiam nossa vida. E é nessas horas que você consegue enxergar quem está realmente do seu lado, quem de fato deseja te ver pedalando pela trilha da vida sem sustos e dores.
Assim como andar de bicicleta, numa crise a solução não é se queixar nem ficar inerte, a solução é buscar equilíbrio. 
E se cair, força para levantar e continuar pedalando, encostar a bicicleta e parar... Jamais! 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Aos amigos

Sempre fui de poucas amizades, mas sempre tive bons amigos. Amigos esses que nunca se esconderam quando me viram na pior. Que sempre me ajudaram a dividir os pesos que a vida, por algumas vezes me deu. Amigos que não aparecem na minha porta só quando tem festa. Amigos que choram e riem junto na mesma intensidade. Que ajudaram a tirar a pedra do sapato e quando não consegui tirá-la, andaram descalço comigo. Tive uns que me dói o peito só de lembrar que não estão mais tão perto, e que falta me fazem. Tenho outros, que por mais que o tempo e a opção por caminhos diferentes, tenha nos afastado, sigo com eles no coração e sem dúvida, com o mesmo amor. Tem aqueles que a gente sempre quer falar, puxar aquela conversa, mas você deixa pra amanhã e depois de amanhã você esquece e nos perdemos de vista. Tenho os de anos, que parece que nascemos juntos e que independente de qualquer coisa, estão aqui. Tem aqueles que são recentes, mas parece que a conexão é de anos. Entre tantos outros tipos que tive e ainda tenho, entre tantos nomes que poderia citar aqui, deixo à vocês o exercício de pensar nos seus verdadeiros companheiros de estrada. Trazer pra perto quem está ausente, lembrar com amor quem a vida nos tirou. Reconciliar-se com quem vale a pena ter ao lado. Descobrir um novo amigo naquela pessoa que está sempre ali. Ao escrever isso, me veio a memória os amigos que já tive e os que tenho... E nossa, que saudade de vocês!