sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Aos 23



Mais um ciclo. E depois de tantos momentos - alguns maravilhosos e outros nem tanto - cá estou! Nasce uma nova versão, mais aprimorada e cada vez mais consciente de tudo o que tenho vivido.

Algumas coisas nunca vão mudar em mim - independente dos anos e da maturidade - a minha vontade de lutar para ser melhor por mim e pelo próximo, é uma delas. A outra é a minha certeza de que tudo precisa ser feito com amor e assim tem sido.

Agora, com 23 não vou dizer que tudo está diferente, mas a visão com o passar do tempo tem sido cada vez mais ampla sobre todos os aspectos da vida. Eu tenho sido cada vez mais eu e sei que estou cada vez mais perto do ser humano que quero ser.

Descobri coisas maravilhosas a meu respeito e também sobre o mundo. Novos caminhos, sensações, palavras, pessoas, lugares, sabores... e dissabores também. Tomei nota e consciência sobre isso.

Percebi que sou de dentro pra fora, que tudo que é superficial não me toca. E que os contidos me perdoem, mas eu não sei medir minha intensidade. Sigo exagerada nas emoções, no riso, nos gestos, no jeito, na loucura e na energia.

No mais, o que ficar marcado todo dia 9 de dezembro são os presentes que recebo. E não é nada material que tornam esses presentes especiais, porque eles chegam em forma de energia positiva, abraços apertados, mensagens e ligações carregadas de desejos sinceros. Ou seja, o meu maior presente é o amor que invade meu dia de uma maneira tão gostosa e espontânea.

Tudo isso me faz sentir especial e eu entendo que esses gestos são como uma resposta de Deus e do universo para mim. GRATIDÃO, define!

   

sábado, 15 de outubro de 2016

Quando um amor acaba




Quando um amor acaba quase ninguém sabe como lidar. A história pode ser outra mas a reação é quase sempre a mesma. Você passa a ignorar ligações, evitar reencontros e lugares que por ventura o outro possa estar. Você se desfaz das escolhas que fizeram juntos e passa a detestar qualquer coisa que traga lembranças daquela pessoa. Nessa hora você só pensa em recolher as fotos, cortar os laços e se desfazer de qualquer vestígio que te faça lembrar. Você irracionalmente embrulha tudo e guarda na última gaveta do armário da vida.

Quando um amor vai embora, é natural passar por um processo de pós término bem doloroso, pensando em tudo que poeria ter sido e não foi. Nas viagens que vocês não fizeram, nos livros que não compartilharam, na trilha sonora que já não pertence mais ao casal. Você começa a olhar a sua vida e pensa até que muitas coisas já não farão mais sentido sem o outro. Bate até uma certa frustração ao perceber que os planos que fizeram juntos vão ficar pra trás. São dias dolorosos, noites em claro, algumas lágrimas e uma ferida invisível que arde.
Com o tempo e como qualquer machucado, ele cicatriza. A dor acaba e quando você menos espera a vida dá um jeitinho de te surpreender e mostrar que o que te fez esquecer não foi o ritual de não atender ligações, não mandar mensagens na madrugada e evitar reencontros casuais. Na verdade, renegar uma história que aconteceu na sua vida não vai te fazer melhor, assim como se esconder e se abster também não. Depois de algum tempo você entende que não existe uma fórmula mágica para esquecer, mas existem maneiras de lidar com isso e voltar a viver bem outra vez. Você percebe que só esqueceu quando na verdade esqueceu que precisava esquecer. Ficou confuso? Mas posso te explicar: a vida te ajuda a amadurecer e te faz enxergar que o amor - apesar de ser importantíssimo - não vence tudo e tudo bem se você teve que colocar um ponto final. E tudo bem se faltou amor e sobrou apego ou vice-versa. Porque finalmente você compreende que a vida tem mesmo dessas coisas e que tudo é aprendizado, é escolha e passa.
Nesse momento você verá o mundo se abrindo, cheio de novas possibilidades de ser feliz outra vez. Descobrirá também a importância de cada diazinho ruim e através disso você passa a valorizar cada pequeno acontecimento - independente de ser bom ou ruim - tudo isso porque você finalmente amadurece e o amadurecimento te faz aceitar que nem tudo pode ser do jeito que a gente quer sempre. E não porque a vida é ruim ou difícil, mas nem sempre você está preparado para lidar com a carga emocional que um determinado momento ou relacionamento exigiria de você. E tudo bem. Por fim você entende, de uma vez por todas, que por maior que seja a dor de perder um amor, isso passa. E você sente como se tivesse acordado de um pesadelo, mas que a vida não acabou por isso. Pelo contrário, ela continua e agora, mais do que nunca você está pronto para viver novos dias, fazer outros planos e sonhar outros sonhos. E sim, é simples assim.